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Tech Due Diligence na era dos agentes: o que investidores brasileiros devem checar em 2026
Fundos de PE e VC brasileiros ainda tratam Tech DD como checklist de compliance. Quando a target opera em cima de agentes de IA, o checklist tradicional ignora 70% dos riscos relevantes.
A primeira geração de Tech DD no Brasil copiou o playbook das Big Four: avaliar se o código-fonte está versionado, se há testes automatizados, se a infra está em nuvem, se há plano de DR. Isso continua sendo necessário. Mas em targets AI-first, é muito longe de ser suficiente.
O que muda quando a operação depende de um agente
Agente vertical de IA tem risco operacional diferente de stack tradicional. O output depende de modelo de terceiro (Anthropic, OpenAI, Google) — mudanças nesses modelos mudam o comportamento do produto. Se um escritório depende de LawPilot para triar 50k processos por mês e a MVA troca de LLM base, o escritório sente.
Avaliar esse risco exige olhar para evals: o que a empresa mede para garantir qualidade do agente? Com que frequência roda? Tem rollback automatizado?
Cinco checagens específicas para targets AI-native
1. Modelo de dependência de LLM: qual é o fornecedor primário? Existe fallback? Qual o custo de trocar? 2. Evaluations: há conjunto de eval automatizado rodando em PR? Cobertura? Tracking histórico de drift?
3. Cost control: quanto custa por execução? Qual é a margem em cima do custo de inferência? A tendência é de compressão? 4. Context engineering: como o agente é mantido com contexto regulatório? É humano curando prompt? Agente próprio? 5. Observability: dá pra auditar uma execução específica? Tem logs de raciocínio?
Como a MVA estrutura esse scoring
Nosso framework tem 26 dimensões agrupadas em 4 categorias (arquitetura, time, operação, segurança). Para targets AI-first, ampliamos o módulo de 'operação' com 5 dimensões adicionais: model risk, eval discipline, inference economics, context pipeline, behavioral observability.
Resultado concreto: em 2025, em três deals de PE revisados pela MVA, essas cinco dimensões identificaram riscos materiais que o checklist tradicional teria passado direto. Em dois desses deals, as condições do term sheet mudaram.
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